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História

07/04/2009 - 12h44
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Um pouco da história do Marechal Rondon

Aos 16 anos, Rondon já era professor primário, licenciado pelo colégio Liceu Cuiabano

Foto: Tela Victor Hugo
Cândido Mariano da Silva Rondon - Patrono da Comunicação no Brasil

“Morrer, se preciso for; matar, nunca”

        Se precisarmos pensar em uma figura mato-grossense de enorme destaque, não apenas nacionalmente, como também internacionalmente, tranquilamente podemos citar a pessoa de Cândido Mariano da Silva Rondon, ou simplesmente o Marechal Rondon.

        Rondon nasceu em Mimoso, distrito de Santo Antonio de Leverger, no dia 5 de maio de 1865. Órfão desde muito cedo, foi criado por um tio na cidade de Cuiabá. Foi essa convivência que deu origem ao nome Rondon, pois quem era chamado assim era seu tio.

        Aos 16 anos, Rondon já era professor primário, licenciado pelo colégio Liceu Cuiabano. Porém, desde muito jovem já demonstrava um enorme interesse para a vida militar. No ano de 1881 ingressou no exército, e logo após dois anos entrou para a Escola Militar da Praia Vermelha, na cidade do Rio de Janeiro.

        Em 1886, foi enviado para a tão famosa Escola Superior de Guerra (ESG). Essa passagem foi de suma importância para a participação na proclamação da República. Em 1889, além da participação na proclamação da República, Rondon foi nomeado ajudante da Comissão de Construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá à Registro do Araguaia. O responsável pela comissão era o coronel Gomes Carneiro, pelo qual Rondon tinha uma grande admiração. O resultado dessa admiração recíproca seria a indicação de Rondon, por parte do coronel Gomes Carneiro, para assumir a chefia no ano de 1892, do distrito telegráfico de Mato Grosso.

        De 1892 em diante, Rondon passaria cada vez mais a se destacar pelas instalações de milhares de quilômetros de linhas telegráficas, ligando as regiões de maior importância do Brasil, como Rio de Janeiro, São Paulo e o triângulo mineiro, com as regiões menos habitadas do país.

        Durante essas inúmeras jornadas, Rondon também contribuiu para a formulação e reformulação de mapas cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e linguísticos. A aproximação com os índios foi o grande diferencial de Rondon. Ele pregava a passividade para essa aproximação, se diferenciando da maioria dos lideres da época que julgavam os índios como seres inferiores.

        O resultado dessa relação com os índios gerou o livro “Índios do Brasil”, publicado em três volumes pelo Ministério da Agricultura. Em 1910, é criado o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), e Rondon foi convidado pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor. Foi nessa função que ele desenvolveu o roteiro para a expedição do ex-presidente dos EUA, Theodore Rooselvelt, prêmio Nobel da Paz, em 1906. A expedição Rooselvelt-Rondon percorreu o extremo interior do Brasil, entre os anos de 1913 a 1914.

        Em 1930, nosso personagem solicita o seu encaminhamento para a reserva de primeira classe do Exército. Após 10 anos é nomeado presidente do Conselho Nacional de Proteção ao Índio (CNPI). A CNPI fora criada com o objetivo de orientar e fiscalizar as ações assistenciais da SPI.

        A idade avançada não impedia que Rondon continuasse ativo. Com os seus gloriosos 87 anos, encaminharia ao presidente da República, o Projeto de Lei para a criação do Parque Indígena do Xingu, que de fato foi criado em 1961.

        Sua jornada na terra terminou no ano de 1958, no dia 19 de janeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Seu título de marechal fora conferido pelo Congresso Nacional, três anos antes de sua morte. O dia 5 de maio - dia do seu nascimento -, foi escolhido como o Dia Nacional das Comunicações.

Autor/Fonte: Berohokã | Edição: Berohokã
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