Na Serra do Roncador existem portas que dão acesso à cidades subterrâneas habitadas por seres evoluídos. Pelo menos é o que acreditam muitos turistas que visitam a região anualmente. A Serra é berço de muitas lendas e relatos místicos. Ela recebe o nome de Roncador por causa do som produzido entre o encontro do vento forte com as rochas, semelhante ao som de uma pessoa roncando.
Com 600 metros de altitude e mais de mil km de extensão, a Serra tem início em Mato Grosso, no município de Barra do Garças, e vai até o Estado do Pará, na Serra do Cachimbo, e serve como um divisor de águas natural entre os rios Araguaia e Xingu. Seu relevo é íngreme e acidentado, além de ter vegetação de floresta amazônica.
Na região foi fundado o Monastério Teúrgico do Roncador e, segundo seus líderes, quando há alinhamento de astros, o portal é aberto. Nesse “mundo” as pessoas são desenvolvidas, tanto espiritualmente, quanto tecnologicamente, e sobrevivem porque existe um sol interior que ilumina o centro da Terra.
O clima de mistério é reforçado por fatos reais. Foi nesse local que, procurando pela civilização perdida de Atlântida, o coronel Percy Fawcett desapareceu. Segundo a crença esotérica, deve-se mergulhar numa lagoa de águas cristalinas que existe na Serra, ela daria à Atlântida. Outro acesso seria uma enorme rocha de cristal perfeitamente redonda e transparente, medindo aproximadamente 10 metros de diâmetro. Os ancestrais dos índios Xavantes – que vivem na região até hoje - utilizavam essa rocha como espelho.
Algumas comunidades místicas acreditam que Fawcett cumpriu seus objetivos, achando a entrada para a tão procurada cidade intraterrena. A Serra do Roncador continua atraindo muitas pessoas por suas lendas e também por suas belezas naturais – muitas cachoeiras e formações rochosas – que permitem contato com a natureza e elevação espiritual para os místicos.