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Guerrilha do Araguaia

04/04/2009 - 12h05
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Relatório critica Exército por falta de informação sobre desaparecidos no Araguaia

A publicação gerou atritos entre as esferas civil e militar do Estado

Foto: BBC Brasil
Livro sobre desaparecidos gerou tensões entre civis e militares

        A organização internacional Human Rights Watch responsabiliza as Forças Armadas brasileiras pela falta de informações sobre o paradeiro de pessoas que “desapareceram” porque criticavam o regime militar (1964-1985), a exemplo dos guerrilheiros do Araguaia.

        O relatório anual da organização incluiu o tema dos “desaparecidos” durante o regime militar brasileiro em seu relatório sobre violações de direitos humanos. O tema, que não constava de relatórios anteriores, entrou em debate no Brasil em agosto do ano passado, quando a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publicou o documento Direito à Memória e à Verdade, contando casos de abusos.

        A Guerrilha do Araguaia foi um movimento de resistência à ditadura militar organizada pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), nos Estados do Pará, Tocantins e Maranhão, na região do Bico do Papagaio, às margens do rio Araguaia.

        A publicação gerou atritos entre as esferas civil e militar do Estado. "(A investigação) não foi capaz de esclarecer importantes aspectos desses crimes, incluindo o paradeiro da maioria dos “desaparecidos”, porque as Forças Armadas brasileiras nunca abriram arquivos importantes dos anos do regime militar", afirmou o relatório.

        Em setembro de 2007, o Superior Tribunal de Justiça ordenou às Forças Armadas que abram arquivos secretos e revelem o que houve com os corpos de brasileiros que morreram quando o governo mandou tropas para combater a guerrilha do Araguaia em 1971.

        Como em anos anteriores, a ONG voltou a criticar a violência policial e a impunidade no Brasil. "Apesar de o governo brasileiro ter feito esforços para tratar dos abusos de direitos humanos, raramente aponta os responsáveis", afirma o relatório.

Autor/Fonte: BBC Brasil | Edição: Berohokã
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