Dando continuidade a programação do Katoomba, a palestra sobre Panorama atual das iniciativas estaduais pelos governadores da região Amazônica começou as 11h50. Durante a ocasião, os governadores apresentaram propostas de atuação para fazer com que à população seja beneficiada pelos programas que estão em desenvolvimento em prol da Amazônia.
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, afirmou que o Estado está empenhado para fazer com que a sustentabilidade seja real. “Vamos nos reunir em Compenhage. Pretendemos levar uma opinião que seja consenso entre os Estados Amazônicos e esperamos contar com o governo federal”, disse.
“É possível aliar crescimento econômico com a possibilidade de redução do desmatamento”, afirmou Maggi. O governador citou o MT Legal como exemplo, programa este que visa dar condições para os produtores legalizarem suas situações. Segundo ele, a expectativa é cadastrar 140 mil propriedades e a partir daí fazer o controle destas.
O governador do Acre, Arnóbio Marques, lembrou que o projeto de zoneamento no Estado teve início em meados de 70, liderado por Chico Mendes. Ele diz que o que acontece atualmente é um aperfeiçoamento desse programa. “O Acre não tem barreiras territoriais para o desmatamento. Apesar disso, hoje temos apenas 12% de áreas desmatadas”, pontua.
O Estado de Rondônia desde janeiro figura entre os três primeiros no ranking que mais desmatam. Porém, conseguiu diminuir significativamente esse índice, e de primeiro, passou para a quarta posição da lista. Segundo o governador Ivo Cassol, esse já é um bom resultado, mas, além disso, é preciso adotar políticas nas esferas municipais e federais com os mesmos objetivos para que se possa avançar.
O Estado mais populoso da Amazônia também esteve presente no encontro. A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, defende a necessidade de criar normativos que garantam produção para todos. Outro ponto proposto por ela é o aprimoramento dos sistemas de fiscalização para impedir as fraudes e os crimes ambientais.
Além de combater o desmatamento, Ana Júlia afirma que também é importante recuperar áreas degradadas. Pensando nisso, o governo do Estado lançou um programa que visa plantar um bilhão de árvores em cinco anos, até 2013.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que chegou no meio da apresentação, participou de dois momentos importantes: primeiro do debate entre os governadores e, depois, da assinatura do termo técnico do MT Legal. “Fechar uma serralheria não é o problema. O verdadeiro desafio é criar empregos sustentáveis”, ressaltou.
Durante a ocasião, Minc anunciou que três municípios de Mato Grosso saíram da lista de maiores desmatadores. São eles Alta Floresta, Porto dos Gaúchos e Nova Maringá. Ele também adiantou para a governadora do Pará, que o zoneamento, que está em analise no Conselho Nacional de Meio Ambiente - Conama, será aprovado. A palestra se encerrou com a assinatura do MT Legal pelos governadores presentes.