Na Califórnia, Estados Unidos, o observatório Big Bear ("Grande Urso"), divulgou a mais detalhada imagem já registrada de uma mancha solar em luz visível.
Segundo o jornal britânico Daily Mail, a mancha tem cerca de 13 mil km de diâmetro (maior do que a Terra), e apresenta uma temperatura de 3,6 mil °C, muito mais baixa que as regiões ao redor, com 5,8 mil °C.
As formas irregulares ao redor da mancha, cada uma com 1 mil km de comprimento, são conhecidas como granulações e são formadas por gases quentes que são ejetados do Sol.
A imagem foi registrada pelo Novo Telescópio Solar, que utiliza lentes adaptativas e corrige distorções da atmosfera.
De acordo com a reportagem, os cientistas acreditam que estruturas magnéticas, como as manchas solares, são essenciais para entendermos melhor a "meteorologia espacial".
Tempestades solares, por exemplo, podem prejudicar a distribuição de energia e a comunicação, destruindo satélites e expondo aviões à radiação.
As manchas solares são regiões com poderosos campos magnéticos emanados pelo Sol. Elas aparecem escuras por causa da diferença de temperatura com as regiões ao seu redor e costumam desaparecer após alguns dias.