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30/03/2011 - 14h18
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Climas

Atualmente, alguns climas são referidos pela vegetação que os acompanha

Foto: alok-102.blogspot.com
O Brasil está situado em 2 áreas climáticas

        A maioria das classificações climáticas são empíricas e classificam os grupos climáticos de acordo com os seus efeitos sobre os elementos ou fenômenos dependentes do clima, principalmente a vegetação. A maioria dos climatólogos e dos botânicos concorda que a vegetação natural opera como um integrados das características do clima em uma região, sendo um adequado termômetro de referência para mensurar a temperatura média. Inegavelmente isto é uma simplificação, mas o estudo do clima sempre teve por primeira motivação as características da flora.

        Atualmente, alguns climas são referidos pela vegetação que os acompanha, como os bosques úmidos, a taiga e a tundra. A principal classificação usada nos meios acadêmicos é debitada a Wladimir Köppen, um botânico e climatólogo, que tinha por objetivo definir formulações que pudessem atuar como fronteiras climáticas que correspondessem a determinadas formas de vegetação. Ele publicou sua primeira versão do esquema em 1900, e uma versão revisada em 1918, que continua norteando o trabalho dos climatólogos até hoje, com alguns aperfeiçoamentos.

        O clima no Brasil pode ser classificado como equatorial, tropical e subtropical, mas existem muitas diferenças regionais. A classificação climática empregada é a de Köppen, que considera a vegetação, o relevo, o regime pluvial e a temperatura, dentre outros elementos e representa com letras características os regimes (KÖPPEN, 1948). A classificação de Köppen está baseada em 5 tipos de climas definidos por temperaturas: A, B, C, D, E, com letras minúsculas adicionais para definir o subtipo.

        O tipo A representa climas quentes, sendo classificados com base nas estações de maior precipitação pluviométrica. O tipo B designa um tipo de clima que depende mais da disponibilidade de água. Os climas áridos não dependem apenas de chuvas, e estabelecem relações muito próprias entre plantas e todo o conjunto de fatores associados. O tipo C são climas temperados e o tipo D são climas frios, são sempre acompanhados pelas letras “f” quando não tem estação seca, “w” quando a estação seca é no inverno e “s” para verões secos. Podem ser utilizadas letras adicionais a, b, c e d indicando o calor do verão ou frio do inverno. A letra E representam climas mais frios, como as tundras e os inlandsis. As classificações climáticas baseadas em aspectos de vegetação, são muito úteis e relevantes sobre as atividades humanas, indicando potenciais agrícolas e condições ambientais.

        O Brasil está situado em 2 áreas climáticas. Cerca de 92% do território está acima do trópico de Capricórnio, constituindo-se portanto em zona tropical. Apenas de São Paulo para o sul, o país se localiza em zona temperada. No estado do Mato Grosso ocorrem dois climas: Am no meio norte e nortão e Aw no centro sul do estado. Am significa o clima da Amazônia, com temperaturas e pluviosidade elevadas com médias de temperaturas acima de 22 C em todos os meses e as mínimas do mês mais frio sendo maiores do que 20 C. Aw representa zonas com temperaturas elevadas com chuvas no verão e outono, com temperaturas sempre superiores a 20 C. Mudanças nas condições gerais dos climas podem ser devidas a modificações ambientais relevantes produzidas por usos e ocupações inadequadas patrocinadas pelo homem.

        *Roberto Naime é Professor no Programa de pós-graduação em Qualidade Ambiental, Universidade FEEVALE, Novo Hamburgo – RS.

Autor/Fonte: Ecodebate | Edição: Berohokã
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