As autoridades chinesas desalojaram no dia 29 de setembro 300 mil pessoas pela chegada do tufão Nesat ao sudeste do país, depois deixar ao menos 39 mortos na passagem pelas Filipinas, informaram as autoridades meteorológicas locais.
Com ventos fortes e chuvas torrenciais, o Nesat chegou à localidade de Wengtian, na ilha chinesa de Hainan, onde já há quase 58 mil desabrigados. Segundo o escritório meteorológico do local, as fortes chuvas atingiram mais de 72 localidades da região.
A província suspendeu ainda os serviços aéreos, terrestres e marítimos, além de fechar escolas por medida de proteção contra o mais forte dos 17 tufões que atingiram a China na temporada das monções deste ano.
Os aeroportos de Sanya e Haikou cancelaram 143 voos e 32 sofreram atrasos. Os serviços de embarcações estão suspensos no Estreito de Qiongzhou desde quarta-feira, o que provocou aumento de preços em até 33% por causa da interrupção do fornecimento de alimentos, informou a Agência oficial Xinhua.
Moradores tentaram escapar de ventos fortes percorrendo um caminho em Haikou Hainan, na ilha sul da China.
A população sofre com as grandes ondas e chuvas do Tufão de Nesat - o mais forte a atingir a China este ano - onde os ventos são de até 151 km (94 milhas) por horas.
O Tufão, que bateu na ilha do sul da China, já evacuou mais de cem mil pessoas em Filipinas, e deixou pelo menos 35 mortos em Hainan.