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01/09/2011 - 15h52
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Água recua mas vítimas do furacão Irene ainda sofrem nos EUA

Agência Standard & Poor's estimou que o prejuízo em nível nacional chegou a US$ 20 bilhões

Foto: Reuters
Veículos e residências ainda permaneciam debaixo d'água um dia após o furacão em Paterson

        As inundações finalmente começaram a recuar nas áreas do nordeste dos EUA que foram devastadas pelo furacão Irene, mas muitas comunidades continuam submersas no dia 2 de setembro, e equipes de emergência precisam passar por estradas interrompidas e rios cheios para entregar mantimentos. A tempestade causou até 380 milímetros de chuvas no sábado e domingo na Costa Leste dos EUA, fazendo os rios atingirem níveis recordes em dez Estados, segundo o Departamento de Pesquisas Geológicas dos EUA.

        Muitas áreas de Nova Jersey, do interior de Nova York e de Vermont tiveram as piores inundações em várias décadas. Cerca de 1,8 milhão de empresas e domicílios continuam sem energia  No auge, foram 6,7 milhões de usuários afetados. A agência Standard & Poor\´s estimou que o prejuízo em nível nacional chegou a US$ 20 bilhões, mas outras empresas calculam metade disso. Muitos proprietários de imóveis agora precisam enfrentar seguradoras que excluem das suas apólices danos decorrentes de inundações.

        Causando ainda mais ansiedade, a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências disse ter suspendido projetos de longo prazo para poder se concentrar no auxílio imediato aos Estados afetados, já que a entidade tem apenas US$ 800 milhões no seu caixa para essas eventualidades. No Estado de Nova York, as autoridades contabilizam 600 casas destruídas, 1 bilhão de dólares em prejuízos, seis localidades inundadas e danos em 150 rodovias e 56 mil hectares de lavouras, segundo o governador Andrew Cuomo. "Precisamos de ajuda econômica", afirmou.

        O auxílio às zonas afetadas fez com que os políticos retomassem em Washington a disputa pelo orçamento. Alguns republicanos disseram que, para liberar verbas extraordinárias para comunidades afetadas, seria preciso cortar outros gastos do governo. 

Autor/Fonte: Terra | Edição: Berohokã
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