A produção de origem nuclear seguirá crescendo em todo mundo, apesar do trágico acidente ocorrido em março na central nuclear de Fukushima, afirmou no dia 26 de julho Yukiya Amano, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
"É certo que o número de reatores irá aumentar, embora o ritmo não seja mais tão acelerado quanto antes", disse Amano.
O diretor-geral da AIEA, um ex-diplomata, deu a declaração ao sair de uma reunião com o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, que defende o contrário: o fim progressico das centrais nucleares no país, onde o risco de novos abalos sísmicos é muito grande.
"Alguns países, entre eles a Alemanha, revisaram sua política de energia nuclear, mas muitos outros necessitam de reatores nucleares, sobretudo para lutar contra as emissões de gases do efeito estufa e o aquecimento global", afirmou Amano. "O mais importante de tudo é garantir a segurança das instalações", encerrou.