São aviões, barcos, automóveis, que "progressivamente soltarão combustíveis no mar", assim como líquidos tóxicos, aerosois, pesticidas ou medicamentos. "O oceano não está apenas contaminado pela radioatividade", afirma o documento com data de 31 de maio. Grande parte dos resíduos vai demorar entre um e dois anos para atravessar o oceano Pacífico até as costas americanas. Uma pequena parte seguirá para o norte, impulsionada pela corrente do Alasca. O resto seguirá para o sul, graças à corrente da Califórnia.
Uma fração destes últimos resíduos ficará presa em uma corrente circular para formar a zona de acúmulo leste, perto do arquipélago do Havaí, onde a densidade dos resíduos é especialmente elevada. Outros seguirão a viagem para o oeste, até uma zona similar, mas menor, perto do Japão. "A volta completa levará 10 anos", afirma a ONG.
Segundo a organização, os resíduos mais pesados que afundarão serão um risco para a pesca e haverá perigo de colisão entre os destroços e barcos e submarinos. Além disso, os aparelhos elétricos e eletrônicos soltam no mar elementos contaminantes que podem se integrar às cadeias alimentares e prejudicar a fauna e a flora.