BEROHOKÃ O GRANDE RIO ARAGUAIA
/publicidade

Grave

02/06/2011 - 16h12
IMPRIMIR ESTA MATÉRIA
A+
A-

Japão pode precisar de mais tempo para normalizar Fukushima

Não há dados que indiquem que o material radioativo tenha escapado para o subsolo ou para os lençóis freáticos

Foto: Pt.daybreakingnews.com
Usina atômica foi seriamente danificada pelo forte terremoto e posterior tsunami no dia 11 de março

          O período de até nove meses definido em abril pela empresa Tepco para normalizar a situação na central de Fukushima pode ser estendido ainda mais devido às dificuldades e imprevistos que estão sendo encontrados.

          A hipótese foi levantada no dia 2 de junho em Viena por Denis Flory, subdiretor de Segurança Nuclear da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em entrevista coletiva convocada para informar sobre a situação na usina atômica, seriamente danificada pelo forte terremoto e posterior tsunami de 11 de março.

          "Já disse que o prazo dependeria do que fosse encontrado durante o trabalho. Foram detectadas dificuldades, e isso, na maioria das vezes, significa mais tempo", explicou o analista francês.

          Embora a Tepco ainda não tenha modificado sua estimativa de que até o final do ano já estará resolvido o problema de combustível nos reatores, Flory indicou que "poderia ser difícil manter" esse prazo.

          "Quando você trabalha em uma instalação tão complexa, estabelece objetivos e tenta cumpri-los, mas tem que permanecer realista", indicou.

          Flory destacou que a situação em Fukushima continua sendo grave e se referiu à descoberta de que o combustível do reator 1, e possivelmente também do 2 e do 3, se fundiu nos primeiros momentos da crise e se encontra agora no fundo do recipiente do reator, onde foram detectados vazamentos radioativos.

          No entanto, detalhou que não há dados que indiquem que o material radioativo tenha escapado para o subsolo ou para os lençóis freáticos e que, até o momento, os vazamentos só afetaram o mar.

          A Tepco está preparando a instalação de uma cobertura no reator 1 que evite novos acidentes, enquanto são aplicadas medidas a médio e longo prazo.

          Flory também se referiu à conferência ministerial que será realizada em Viena entre 20 e 24 de junho para analisar o ocorrido em Fukushima e as medidas a serem tomadas para que algo assim não se repita.

 

Autor/Fonte: Terra | Edição: Berohokã
Avenida Isaac Póvoas, nº 901, Edifício Mirante do Coxim - 1º andar - Sala 101
CEP: 78.032-015, Cuiabá-MT
Fone: (65) 3052-1032 /