No dia 9 de maio, a operadora da central nuclear de Hamaoka suspendeu as operações dos reactores, a pedido do Governo do Japão, para evitar um novo desastre na região, informou a agência de notícias japonesa Kyodo.
A decisão foi tomada após uma reunião extraordinária da direcção da Chubu Electric Power, a operadora da central, que no sábado havia tomado a ideia de adiar a iniciativa, numa reunião, depois do pedido de Tóquio.
“Nós decidimos suspender a operação nos reactores 4 e 5 e adiar a ligação do reactor 3”, disse o presidente da Chubu Electric Power, Akihisa Mizuno.
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, pediu, na sexta-feira passada ao grupo, a suspensão das actividades da central nuclear de Hamaoka, situada na zona sísmica do centro do arquipélago, alegando razões de segurança dos moradores dos arredores.
A medida serviria para evitar uma nova crise nuclear como a que afectou a central de Fukushima Daiichi, cujo sistema de arrefecimento dos seus reactores ficou danificado pelo terramoto e tsunami que devastaram a região em Março último. Apenas nos últimos dias, a operadora da central, Tokyo Eletric Power, conseguiu controlar a crise nuclear resultante do terramoto e tsunami.
A central encontra-se na província de Shizuoka, a 200 quilómetros da capital, Tóquio, uma zona com 87 por cento de probabilidade de sofrer um tremor de terra de magnitude 8 ou superior nos próximos 30 anos.
Naoto Kan e a Chubu Electric Power não disseram, contudo, como pretendem compensar os mais de 3,5 gigawatts de energia produzidos pela central. O primeiro-ministro pediu apenas que os japoneses tomem medidas para economizar energia.
O terramoto de intensidade 9, seguido de um tsunami, danificou gravemente a central de Fukushima Daiichi, provocando o acidente nuclear mais grave desde Tchernobil, em 1986, na Ucrânia.