O governo do Japão estuda emitir uma ordem para proibir a passagem em um raio de 20 km em torno da usina de Fukushima, epicentro da crise nuclear gerada pelo terremoto e o posterior tsunami de 11 de março.
O porta-voz do governo, Yukio Edano, indicou no dia 20 de abril que o Executivo japonês considera esta possibilidade depois que em meados de março declarou a área como zona de evacuação diante da alta do nível de radioatividade, indicou a agência local Kyodo.
Apesar das evacuações, alguns moradores ainda permanecem na área, em sua maioria idosos que resistem a abandonar seus lares, segundo testemunhos de jornalistas locais que visitaram o local. Além disso, a imprensa japonesa informou que para impedir a passagem às cercanias da central há apenas barreiras na estrada, que podem ser facilmente evitadas pelos veículos.
"Houve gente que entrou na área de evacuação. Portanto, para prevenir isto de um modo efetivo, avaliamos com as autoridades locais transformá-la legalmente em uma área de exclusão", disse Edano em entrevista coletiva.
Poucos dias depois do início da crise nuclear, as autoridades ordenaram a evacuação das pessoas no raio de 20 km em torno da central, ao tempo que houve a recomendação para que os moradores da faixa entre 20 e 30 km ficassem trancados em casa ou abandonassem a região.
Em 11 de abril, o governo anunciou a decisão de ampliar, no prazo de um mês, as zonas de evacuação em função da radioatividade detectada em diferentes localidades, uma medida que afetará cidades como Iitate, a 40 km da usina.
A Tokyo Electric Power Company (Tepco), empresa operadora da central, anunciou que prevê devolver o resfriamento estável aos reatores de Fukushima em três meses e levá-los ao estado de "parada fria" em um prazo entre seis e nove meses.