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Trabalho

13/04/2011 - 14h41
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No Japão, água radioativa é drenada da usina Daiichi

Existem sérios riscos à saúde associados a qualquer contato direto com essa água

Foto: Gizmodo.com.br
Essa água ameaça transbordar da vala e vazar para o oceano

        Trabalhadores da usina nuclear Daiichi, em Fukushima, no Japão, começaram a retirar a água radioativa que está inundando importantes instalações da unidade, disseram hoje funcionários. Essa tarefa vinha sendo adiada nas três últimas semanas, enquanto se realizava o controverso lançamento de água pouco radioativa de tanques de armazenamento para o oceano.

        A limpeza de estimadas 60 mil toneladas de água radioativa dos reatores mais danificados, os números 1, 2 e 3, e de outras estruturas deve durar semanas. Isso porque há sérios riscos à saúde associados a qualquer contato direto com essa água, se ela espirrar ou vazar.

        "O trabalho para drenar a vala do reator número 2 começou ontem", disse o funcionário da Agência de Segurança Nuclear e Industrial Hidehiko Nishiyama. Nas últimas semanas, operadores não conseguiam fazer reparos nos sistemas de armazenamento por causa dessa água contaminada. O funcionamento dos sistemas de refrigeração é essencial para manter os reatores estáveis.

        Acredita-se que a água no reator 2 tenha um nível de radiação cem milhões de vezes maior que o permitido. Essa água ameaça transbordar da vala e vazar para o oceano. Anteriormente, a água foi localizada vazando de uma rachadura, tapada em 6 de abril. Esse vazamento temporário contribuiu para o rápido aumento dos níveis de radiação nos mares adjacentes à usina, no norte do Japão.

        A água nesta vala será transferida para o condensador de vapor localizado no prédio da turbina do reator número 2. A ideia é transferir 700 toneladas de água para o condensador de vapor, cuja principal função é permitir que o vapor do reator se resfrie e se transforme novamente em água.

        Estima-se que haja até 20 mil toneladas de água no porão e na vala do reator 2. Qualquer água que não for transferida para o condensador será estocada em uma estrutura para reprocessamento de resíduos, que pode armazenar até 30 mil toneladas. Como muitas estruturas da usina, a de reprocessamento foi coberta por água, após o terremoto e o tsunami de 11 de março, e não poderá ser usada para armazenagem até que a água do mar esteja drenada e sejam examinados possíveis vazamentos. Esse processo deve levar pelo menos uma semana.

 

Autor/Fonte: Agência Estado | Edição: Berohokã
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