Em todo o Japão, a população de mobiliza para recolher fundos para a reconstrução do país, depois do terremoto seguido de tsunami que deixou um rastro de destruição. Mesmo em regiões distantes das áreas afetadas, como a de Quioto e Osaka, é possível ver grupos recolhendo doações nas ruas.
Os estudantes da Universidade de Educação de Nara Yamaoka Akihisa, Sogo Yutaro e Omichi Asuhiro abordam os pedestres nas ruas cidade, próxima a Quioto e cerca de 400 km ao sul de Tóquio, pedindo contribuições.
Yutaro conta que a ideia foi de Akihisa. "Este desastre foi 10 vezes maior que o de Kobe, por isso todas as regiões do Japão precisam se unir", diz Yutaro.
Hoje, o imperador japonês Akihito fez um pronunciamento na televisão dizendo que o povo japonês precisa se unir para superar este momento difícil.
No dia 11 de março, o Japão foi devastado por um terremoto que, segundo o USGS, atingiu os 8,9 graus da escala Richter, gerando um tsunami que arrasou a costa nordeste nipônica. Fora os danos imediatos, o perigo atômico permanece o maior desafio. Diversos reatores foram afetados, e a situação é crítica em Fukushima, onde existe o temor de um desastre nuclear.
Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 3,3 mil mortos, e dezenas de milhares de desaparecidos. Além disso, os prejuízos já passam dos US$ 170 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes e, aos poucos, iniciar a reconstrução das áreas devastadas.