No dia 26 de agosto, quarta-feira, Thad Allen, responsável do Governo o sobre vazamento, informou que a companhia petrolífera BP está atrasada em sua operação para impedir que a pressão em seu poço estragado no Golfo do México se descontrole.
Allen explicou que os "problemas de obstrução" que as equipes da BP encontraram no tampão do poço não lhes permitirão dar continuidade ao fechamento definitivo do poço até o dia 27 ou dia 28 de agosto.
A empresa deve começar uma operação para substituir o sistema de prevenção de derrames, que falhou em abril e desencadeou o pior desastre ecológico da história dos Estados Unidos.
Trata-se do penúltimo passo para fechar e abandonar o poço, um objetivo que deve ser alcançado em setembro, quando a base do depósito será tapada com uma mistura de cimento e lodo pesado.
A operação de substituição do BOP se atrasou no sábado quando as equipes detectaram que três fragmentos de encanamento estavam obstruindo a entrada do poço.
Os engenheiros calcularam que conseguiriam retirar os encanamentos até o dia 26 de agosto, mas encontraram "um acúmulo de cristais" que bloqueavam o caminho das câmaras submarinas e de uma ferramenta especialmente desenhada para recolher os fragmentos.
Os cristais já foram retirados e as equipes pretendem retirar os dois fragmentos menores de encanamento. Será avaliado depois uma forma de retirar um terceiro cano de quase um quilômetro de comprimento, que atravessa o BOP e se dirige rumo ao fundo do poço.
Ainda essa semana devem ser realizadas audiências no Texas para discutir o assunto. O vice-presidente da BP para as operações de prospecção, Harry Thierens, informou que os engenheiros que executaram os esforços de contenção descobriram que o sistema de conexões do BOP não estava funcionando como deveria.