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Durante discurso, Morales destacou que a maior oposição ao seu governo é a mídia
O presidente boliviano, Evo Morales, pediu desculpas ao povo indígena no dia 28 e setembro pelas medidas de repressão usadas para conter as manifestações contrárias à construção de uma rodovia que vai passar por meio de uma reserva ambiental da floresta amazônica. As obras foram suspensas para que, de acordo com o presidente, todos os lados sejam ouvidos antes de concretizar a rodovia. A comunidade indígena criticou inclusive o Brasil por seu incentivo à construção.
Durante seu discurso sobre a questão da repressão, Morales destacou que a maior oposição ao seu governo é a mídia. Ao falar com a população indígena, Morales pediu “que me desculpem, que me perdoem, não dei qualquer instrução. Não houve ordem do presidente. Quero novamente convocar ao diálogo, estamos aqui para seguir dialogando.” A principal crítica diz respeito a uma operação policial que aconteceu no domingo, quando policiais obrigaram indígenas a deixarem suas barracas do acampamento da marcha indígena em Yucumo. A operação também envolveu mulheres e crianças.
Os protestos contra a iniciativa policial levaram às renúncias dos ministros do Interior e da Defesa, os quais já foram substituídos. As obras foram suspensas nessa segunda-feira (26) para que o presidente consiga organizar uma maneira de ouvir todos os envolvidos. Com relação ao Brasil, os oposicionistas à construção defendem que o país não deveria se envolver.
Até o momento, o papel do Brasil na construção da rodovia diz respeito ao empréstimo de recursos vindos do BNDES, mas o governo brasileiro destaca que cabe ao boliviano decidir como será aplicado e qual o percurso da rodovia.