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Decisão

05/09/2011 - 12h56
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Governo boliviano insiste em diálogo com indígenas em marcha

Indígenas declararam um recesso nas negociações mas se manterão mobilizados

Foto: Lahistoriadeldia.wordpress.com
Indígenas marcham em protesto pela construção de uma via interdepartamental

        A comissão do governo boliviano a cargo de atender as demandas dos indígenas que marcham em protesto pela construção de uma via interdepartamental desde o último 15 de agosto, insiste  na via do diálogo.

        O ministro da Presidência, Carlos Romero, disse à imprensa que acompanha a caminhada na qual no dia anterior os originários rechaçaram as alternativas apresentadas pelo Executivo para essa estrada que unirá as localidades de Villa Tunara(Cochabamba)-San Ignacio de Moxos(Beni).

        Também de maneira unilateral, afirmou, os mobilizados se afastaram do diálogo sem apresentar suas propostas sobre essa estrada que deveria atravessar o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis).

        Os indígenas declararam um recesso nas negociações mas se manterão mobilizados, precisou Romero, surpreendido pela medida.

        Também alguns dirigentes dessas comunidades confirmaram sua decisão de não continuar com as deliberações quando o Governo atendeu todas as condições que exigiram para o diálogo.

        A comissão ministerial pediu somente que apresentem alternativas que sejam viáveis do ponto de vista ambiental, sócio cultural, financeiro e que garantam uma sustentabilidade na construção da via, tomando em conta a estrutura geológica, explicou.

        Para o dia 5 de setembro, o Senado tinha pedido a presença de Romero para que explicasse os detalhes das negociações e as alternativas para que essa obra seja realizada.

        Por sua parte, o ministro de Obras Públicas, Wálter Delgadillo, afirmou que a decisão dos indígenas significa uma tácita ruptura do diálogo e tem um cálculo político.

        Enquanto, o chanceler, David Choquehuanca, alertou aos meios estatais de imprensa sobre o interesse de algumas Organizações Não Governamentais de mercantilizar os bosques do Parque Isiboro Sécure.

        O diplomata referiu-se à marcha cujo conjunto de demandas são contraditórios, precisou.

        Enquanto a exigência de consultas aos originários para começar projetos em seus territórios é justa e respeitada, disse, é impossível pedir a permanência no Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis) do chamado Fundo Verde, que busca explorar nossos recursos naturais.

        Recentemente, Palácio Queimado denunciou que a oposição à estrada era um pretexto nos quais se escondem interesses estrangeiros, o que foi confirmado ao se tornarem públicos os telefonemas telefônicos entre representantes da embaixada dos Estados Unidos em La Paz e líderes da marcha.

Autor/Fonte: Prensa Latina | Edição: Berohokã
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