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18/08/2011 - 14h03
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Indígenas unem forças contra megaprojetos para a Amazônia

Povos indígenas da Amazônia brasileira e de países vizinhos estão preocupados com empreendimentos que afetam suas terras

Foto: Euzivaldo Queiroz
Cacique Raoni Txucurramãe, que participa em Manaus de encontro entre lideranças indígenas

          O cacique da etnia kayapó Raoni Txucurramãe espera contar com apoio de indígenas de países vizinhos do Brasil para lutar contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte. O empreendimento abrange áreas do Pará e do Mato Grosso, onde vivem populações indígenas do Xingu.

 

          Raoni participa em Manaus do Grande Encontro dos Povos – Saberes, Povos e Vida Plena em Harmonia com a Floresta, promovido pela Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coica). O evento se encerra nesta quinta-feira (18).

 

          “Estou muito satisfeito de saber que os povos da Amazônia estarão lutando contra a construção das barragens. Peruanos, equatorianos, bolivianos, colombianos estão aqui para se juntar a nós”, disse Raoni.

          Conforme Raoni, principal liderança kaiapó e considerado um ícone no movimento indígena, a preocupação diante dos projetos do governo brasileiro nas terras indígenas é cada vez maior.

 

          “Estamos brigando tanto pelo povos do Brasil quanto da Amazônia. Os brancos estão construindo barragens em todo o Brasil. Não queremos isso em Belo Monte”, afirmou.

 

          O equatoriano Tito Puanchir, da etnia shuar, contou que os indígenas estão muito preocupados com a construção de megaprojetos nas terras brasileiras e nos países vizinhos. Entre os projetos estão hidrelétricas e empreendimentos para exploração de petróleo e minério.

 

          “Todos estes megaprojetos estão sendo realizados nas florestas e a maioria delas nas terras indígenas e proximidades. Os governos dos países em desenvolvimento buscam apenas capitalizar em cima das riquezas da Amazônia e não estão preocupados como isto vai afetar os povos indígenas. Por isso que, neste encontro,vamos apresentar propostas e tirar estratégias para enfrentar essa situação”, disse.

 

          O Grande Encontro dos Povos será encerrado no dia 18 de agosto. Um documento com os encaminhamentos será divulgado após a conclusão.

 

 

 

Autor/Fonte: A Crítica.com | Edição: Berohokã
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