A Vila Olímpica Indígena de Dourados vai oferecer à comunidade das aldeias Jaguapiru e Bororó atividades do Programa “Segundo Tempo”, do Governo Federal. O anúncio foi feito pelo ministro do Esporte Orlando Silva, em audiência realizada na tarde do dia 3 de agosto com o coordenador da bancada sul-mato-grossense no Congresso, deputado federal Geraldo Resende (PMDB).
O “Segundo Tempo” é um Programa Estratégico do Governo Federal que tem por objetivo democratizar o acesso à prática e à cultura do esporte de forma a promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens como fator de formação da cidadania e melhoria da qualidade de vida, prioritariamente em áreas de vulnerabilidade social.
Embora sem precisar a data do início das atividades, Orlando Silva disse que essa será mais uma contribuição do Ministério do Esporte para tornar realidade o sonho da população indígena douradense. Na audiência, Geraldo Resende foi pedir ao ministro apoio na formatação de um projeto de gestão para a Vila Olímpica.
Em ofício entregue ao ministro, Geraldo lembrou que a obra foi viabilizada com recursos federais da ordem de R$ 1,45 milhão, inseridos no orçamento do Ministério do Esporte. Salientou que embora tenha sido inaugurada no último dia 9 de maio, até o momento não foi aberta para a população indígena. O deputado explicou ainda os contratempos que levaram a obra, idealizada para ser uma opção dos indígenas douradenses à falta de espaços para o lazer e a prática de esportes, à situação em que se encontra.
Segundo Geraldo, o compromisso de lutar pela construção da Vila Olímpica Indígena aconteceu na certeza de que a gestão do espaço ficaria a cargo da Prefeitura de Dourados, já que, na época, o então prefeito Laerte Tetila se comprometeu com a administração da estrutura, compromisso reafirmado pelo prefeito sucessor, Ari Artuzi.
“A frustração fica por conta dos portões fechados depois de três meses da bela festa que marcou a inauguração da Vila Olímpica. Isto ocorre porque o atual prefeito, que foi eleito em uma eleição extemporânea como conseqüência de uma incomum crise política, não assumiu a gestão do complexo esportivo”, salientou.