Representantes do Movimento Indígena de Renovação e Reflexão do Estado do Amazonas (Miream) deixaram a capital do Brasil com promessas, esperanças e garantias dos órgãos do Governo Federal para implantar um programa de habitação na cidade Manaus.
Aproximadamente 200 famílias oriundas de 22 etnias estão acampadas em uma área verde do Loteamento Paraíso Tropical, no Tarumã, há 88 dias, iniciados em 19 de abril.
Os índios reivindicam um lugar, um terreno para a construção da casa própria. Eles ganharam o direito de permanecer na área a partir da liminar negada pelo juiz federal Dimes da Costa Braga, em 8 de julho, que indeferiu a reintegração de posse pedida pela Procuradoria Geral do Município (PGM).
“Já que estamos sendo tratados como bandidos e invasores, pela Prefeitura de Manaus, somente porque queremos um lugar para viver, viemos procurar ajuda e obter informações para saber se existe ou não recursos e projetos para construção de casas populares destinadas aos povos indígenas. E encontramos no Ministério das Cidades uma cota de mil casas para todo o País”, disse Paulo Apurinã.
A partir de um pedido da Secretaria Geral da Presidência da República, os dirigentes do Miream foram encaminhados à Caixa Econômica e informados que dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida”, há recursos no valor de R$ 53 mil para construções populares.
Mas o novo Movimento Indígena de Renovação e Reflexão do Amazonas está disposto a negociar com a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado. Zilda Mura até sugere lugares, em Manaus, onde pode ser construído um bairro, um conjunto habitacional indígena ou estruturas já existentes como no Projeto Cidadão 10 e na Vila Buriti, no bairro João Paulo.