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15/06/2011 - 15h54
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Indígenas vão a Brasília para tentar resolver impasse na BR-317

A medida foi tomada em um encontro realizado na aldeia Camicuam e confirmada após reunião na Seind

Foto: Divulgação
Impasse foi criado após a inclusão da BR-317 no plano de asfaltamento

         Uma comissão formada por representantes das Secretarias de Estado para os Povos Indígenas (Seind), da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e de lideranças indígenas de Boca do Acre (a 1.038 quilômetros de Manaus) irá até Brasília para tentar resolver o impasse criado sobre a inclusão de Terras Indígenas no Programa de Apoio ao Fortalecimento e ao Etnodesenvolvimento das Comunidades Indígenas impactadas pelo asfaltamento da BR-317.

         A medida foi tomada no encontro realizado no último dia 9 de junho na aldeia Camicuam (no município) e confirmada no dia 14 de junho, após reunião na Seind, que teve a participação do secretário do órgão, Bonifácio José Baniwa, do titular da Coiab, Marcos Apurinã, e dos representantes das Secretarias de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) e de Infra-Estrutura, João Rodrigo dos Reis e Roberto Palmeiras, respectivamente.

         A viagem está prevista para ocorrer até o fim da primeira quinzena de julho. “O Governo do Estado vai apoiar a ida dessa comissão, que será composta por cinco pessoas, por meio da Seind, SDS e Seinf”, informou Bonifácio José. “Estamos muito empenhados em resolver a situação”, acrescentou Roberto Palmeiras. 

         Em Brasília, a comissão pretende se reunir com a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Ministério Público Federal (MPF) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para solicitar a liberação dos recursos destinados aos indígenas e o estudo complementar que permite o ajustamento do Plano Básico Ambiental (PBA) junto às Terras Indígenas impactadas de forma direta ou indiretamente pela obra. O agendamento da reunião ficou a cargo da Coiab. “Vamos procurar saber quando começa o processo licitatório para a escolha da empresa que vai gerir os recursos e acompanhar o andamento para contratação de estudo complementar na área”, disse Marcos Apurinã.

 

Autor/Fonte: D24am | Edição: Berohokã
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