O alto índice de mortalidade infantil nas aldeias indígenas de Campinápolis fez com que a prefeitura decretasse situação de emergência no município. O decreto foi publicado no dia 25 de abril no Diário Oficial e terá vigência de 90 dias.
De acordo com João Ailton Barbosa, que é secretário municipal de saúde, apenas neste ano 35 crianças indígenas morreram.
O principal motivo das mortes seria que as crianças ficam doentes na aldeia e por conta da distância e do difícil trajeto entre o município e a aldeia, elas são levadas para a cidade quando já estão em situação muito grave. Ainda segundo o secretário, a saúde do município não tem estrutura para reverter os quadros clínicos dos pequenos indígenas.
Representantes da Fornça Nacional estão na aldeia para diagnosticar os problemas e encontrar uma solução para o problema e diminuir as mortes, já que em 2011 já foram registradas 35 mortes e no ano passado foram 72 mortes de crianças indígenas.
De acordo com o secretário de saúde, como não há como se comunicar com os integrantes da Força Nacional que estão na aldeia, João Ailton vai esperar que eles voltem da inspeção para saber se há mais crianças doentes no local.