No dia 1 de abril, foi publicada a resolução que institui o Conselho Comunitário de Segurança Indígena, em Campo Grande. A diretoria contará com a participação de membros moradores de quatro comunidades indígenas de Campo Grande: Aldeia Urbana Marçal de Souza, Aldeia Urbana Darcy Ribeiro, Comunidade Indígena Água Bonito e Comunidade Indígena Tarsila do Amaral.
No dia 29 de março, os membros indígenas do novo conselho participaram de uma reunião na Sejusp com o coordenador estadual de Polícia Comunitária, tenente-coronel Carlos de Santana Carneiro, para conhecer as diretrizes, a função dos conselhos comunitários nas comunidades. “Este conselho será importante para buscar a integração dos policiais com as comunidades indígenas e por meio de reuniões, debates sobre a segurança pública, vamos fazer a integração também de comunidades vizinhas”, explicou Santana.
A iniciativa da criação do Conselho Comunitário de Segurança Indígena começou desde um convite da Coordenadoria ao cacique Ênio, no ano de 2009, para participar do curso de polícia comunitária. “Integrantes do conselho também farão o curso de polícia comunitária para conhecer a filosofia, mas principalmente saber que o conselho será de integração, em que eles passarão a fazer parte do debate da segurança pública”, afirmou Santana.
Ênio de Oliveira Metelo, eleito presidente do conselho, disse que o maior objetivo da comunidade indígena é o resgate da autoestima. “Nossas aldeias urbanas estão praticamente integradas aos brancos, com isso, os problemas que afligem nosso povo são os mesmos, como consumo de álcool e violência doméstica. Com a ativação do conselho, queremos mobilizar a nossa própria comunidade, o nosso jovem, para juntos lutarmos e garantirmos saúde, educação, lazer, segurança, mas, acima de tudo, a identidade do povo índio”, ressaltou.