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30/03/2011 - 14h03
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Curso de apicultura será realizado em comunidade indígena de Brasnorte

Coordenador da Empaer ministrará curso na na comunidade de Irantxe para estimular e fornecer orientações teóricas e práticas sobre a criação de abelhas africanizadas

Foto: patrimoniojovem.wordpress.com
O evento acontecerá no período de 30 de março a 1º de abril, na sede da comunidade indígena

        O coordenador do Escritório Metropolitano da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Gildo Alves Feitosa, ministrará curso na comunidade indígena Irantxe, no município de Brasnorte (579 km a Noroeste de Cuiabá) para estimular e fornecer orientações teóricas e práticas sobre a criação de abelhas africanizadas – Apis mellifera, com enfoque na casa do mel, respeitando as normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF),

        O evento acontecerá no período de 30 de março a 1º de abril, na sede da comunidade indígena, distante 100 quilômetros do município. Durante três dias, o coordenador abordará o manejo de colmeias, união e divisão de enxames, coleta de melgueiras, cuidados e higiene na manipulação do mel, pragas, doenças e outros. Na comunidade indígena foi construída a casa do mel, que vai funcionar como uma unidade de processamento e fornecer aos apicultores um selo para comercialização do produto.

        Feitosa explica que os programas de Análise e de Pontos Críticos de Controle (APPCC) e BPF e de Procedimento Padrão de Higiene Operacional (PPHO) são os requisitos para proceder a manipulação do mel. As instalações da casa de mel devem obedecer às normas do Serviço de Inspeção Sanitária Estadual (Sise)/Indea (Instituto de Defesa Agropecuária), observando principalmente o fluxo de mel (recebimento, processamento e armazenamento) e os cuidados na construção para assegurar as boas condições higiênicas e sanitárias da unidade de extração.

        “A comunidade Irantxe já trabalha com abelhas e entra numa fase de processamento para comercializar a produção de mel”, esclarece Feitosa. Conforme Feitosa, o ponto alto do curso será a abordagem sobre higiene das dependências, equipamentos e pessoal. Ele salienta que os operários deverão observar hábitos higiênicos e possuir carteira de saúde sempre atualizada, devendo ser afastados dos trabalhos aqueles acometidos de enfermidades infectocontagiosas ou portadores de ferimentos que prejudiquem a execução normal de suas tarefas.

        “O objetivo é garantir a qualidade desde a produção no campo, passando pela industrialização até a chegada do produto nas prateleiras do supermercado”, destaca o coordenador. O curso contará com a presença de 30 pessoas da comunidade indígena Irantxe.

Autor/Fonte: SóNotícias | Edição: Berohokã
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