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18/08/2011 - 14h33
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Ninhais são monitorados e são atrações no Pantanal mato-grossense

Todos os anos as aves aquáticas se reúnem em várias regiões do Pantanal, formando os viveiros

Foto: Marcos Ferramosca/Sema
O Pantanal tem uma biodiversidade riquíssima, que atrai vários turistas

        A região do Pantanal é um dos locais mais importantes para a reprodução de espécies de aves aquáticas no cone sul do continente americano. Considerada por pesquisadores e especialistas um refúgio, é uma área preferencial para o estabelecimento de ninhos e colônias desse grupo de aves. De março a junho é o período reprodutivo dos biguás, biguatingas e baguaris, no Pantanal de Mato Grosso. Todos os anos, essas aves aquáticas se reúnem em várias regiões do Pantanal, formando colônias de reprodução conhecidas regionalmente por viveiros ou ninhais.

        Pelo sexto ano consecutivo uma equipe da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), integrada por técnicos da Superintendência de Biodiversidade, por meio das Coordenadorias de Fauna e Recursos Pesqueiros e de Unidades de Conservação; da Superintendência de Fiscalização, por meio da Coordenadoria de Fiscalização de Pesca e da Diretoria da Unidade Desconcentrada de Cáceres, foi a campo monitorar 28 ninhais pretos. O analista de meio ambiente da Sema, Marcos Roberto Ferramosca Cardoso, explicou que o trabalho de mapeamento e monitoramento de ninhais no Pantanal é desenvolvido desde setembro de 2006, com o monitoramento nos períodos de cheia e seca do Pantanal mato-grossense.

        No Pantanal, o período da cheia corresponde aos meses de março, abril, maio e junho e os meses considerados secos são julho, agosto e outubro. As colônias de nidificação de aves aquáticas em árvores - os viveiros ou ninhais -, podem ser formados por biguás, biguatingas e baguaris (ninhais pretos) ou por garças, colhereiros e cabeças-secas (ninhais brancos). “O objetivo desse trabalho é mapear as áreas de ocorrência de ninhais na região do Pantanal, identificando as atividades que possam estar comprometendo a reprodução das aves e, a consequente conservação destas áreas visando o desenvolvimento do potencial turístico e a produção de material científico, informativo e educativo sobre esses ninhas”.

        Este ano, no primeiro semestre, os técnicos observaram a maior ocorrência de aves reproduzindo em relação aos anos anteriores, inclusive com o registro de mais sete novos ninhais pretos. “Um deles se formou este ano dentro do Parque Estadual Encontro das Águas. Foi uma verdadeira explosão de vida selvagem, consagrando o Pantanal como um dos mais importantes sítios de reprodução e conservação de aves aquáticas do Brasil”, salientou Ferramosca.

Autor/Fonte: O Nortão | Edição: Berohokã
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