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31/05/2011 - 15h12
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Mirante em Chapada dos Guimarães pode ser interditado

O motivo da interdição é uma disputa judicial que se arrasta há mais de 15 anos, prejudicando o turismo local

Foto: panoramio.com
O motivo da interdição é o risco que os turistas correm ao frequentar o local

         Já se arrasta por mais de 15 anos uma briga judicial que pode ocasionar a interdição do Mirante de Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte de Cuiabá). O Ministério Público do Estado de Mato Grosso requereu a interdição da área, em caráter provisório. O motivo é o risco que os turistas correm ao frequentar o local, que, sem sinalização, não oferece segurança. O pedido de liminar impetrado pelo MPE consta em ação civil pública proposta contra o proprietário de parte da área, Jefferson Carlos de Castro, diretor financeiro da Agecopa, e o Estado de Mato Grosso, por meio das secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema) e de Desenvolvimento de Turismo (Sedtur).

         O prefeito de Chapada dos Guimarães, Flávio Daltro, disse que a briga antiga causa ônus e prejuízo à cidade e que os gestores ficam de mãos atadas. "A briga judicial, que parece não ter fim, é problema para todos. A prefeitura gasta no Mirante, mantemos o local limpo. Já colocamos pedras para impedir que as pessoas passem dos limites no local. Mas, os próprios usuários retiram a proteção e isso favorece os acidentes", disse Daltro.

         O prefeito disse que há um abandono do local por parte dos proprietários de terrenos na rergião, que brigam pela área na Justiça. Segundo o prefeito, nenhum dos reclamantes faz investimento de segurança e manutenção do ponto turístico. "A prefeitura não pode fazer melhorias de segurança e infra-estrutura que são necessárias, pois pode ter conotação de desvio de dinheiro público em área privada. Em contrapartida, as pessoas que brigam judicialmente pelo local também não se preocupam com esse investimento", observou o prefeito.

         O advogado José Eduardo Tolisel, que representa Jefferson Carlos de Castro, um dos proprietários do local, rebateu as declarações do prefeito. Segundo ele, seu cliente já instalou portões para impedir o acesso de pessoas ao Mirante, mas não adiantou.

          "Meu cliente é proprietário da área desde 2002. Nesse anos, já foram instalados portões para manter a área, que é de propriedade particular, resguardada, mas nada adiantou. Os portões foram derrubados e a visitação continua. Também foi buscada uma parceria com a Prefeitura, mas também resultou em nada. Um grupo se interessou em explorar o potencial turístico, com a instalação de bondinhos e outras atrações, mas o próprio Ministério Público foi contra", revelou o advogado.

Autor/Fonte: Midia News | Edição: Berohokã
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