Uma das novidades propostas no programa Qualitur em Chapada dos Guimarães, realizado pelo Sebrae em Mato Grosso, Secretaria de Desenvolvimento do Turismo e prefeitura municipal, é o turismo histórico e comunitário, cuja base será na Água Fria, região de antigos garimpos de diamantes, distante 38 km do centro da cidade e onde vivem 400 famílias. O turismo, em geral, constitui uma oportunidade para geração de renda à comunidade.
O presidente da Associação dos Moradores de Água Fria, Salvador de Paula, 50 anos, ex-garimpeiro, já desenvolve uma atividade turística em sua área de 30 hectares. Recebe grupos, especialmente de estudantes, curiosos em conhecer o funcionamento do garimpo. "Desde que o garimpo acabou, as pessoas vivem do plantio, mas é muito fraco, embora o lugar seja bom para viver", conta, acrescentando que o turismo é uma fonte de renda. Tanto que pensa em montar uma pousada e um restaurante.
"Estes novos produtos vão enriquecer a oferta em Chapada dos Guimarães e prender por mais tempo o turista", explica a técnica do Sebrae e gestora do projeto de turismo, Marisbeth Gonçalves. Na pesquisa do perfil do turista realizada pela instituição, foi detectado que os visitantes de finais de semana e feriados são originários basicamente da Baixada Cuiabana. O tempo de permanência é de dois dias e o gasto médio, de R$ 150 por dia. Já no meio da semana, predominam os turistas nacionais e estrangeiros, que permanecem três dias e gastam em média R$ 300 por dia.
Os principais produtos ofertados hoje são o Parque Nacional e a Caverna Aroe Jari. A metodologia do programa Qualitur é composta por sete etapas: estudo de casos de atrativos turísticos; estudo de casos de equipamentos turísticos; formatação dos produtos; capacitação; apresentação dos produtos; roteirização e acesso ao mercado.