É evidente que Chapada dos Guimarães é um dos maiores atrativos que Mato Grosso dispõe para conseguir atrair turistas estrangeiros dispostos a visitarem o Estado para assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2014. A apenas 68 quilômetros de Cuiabá, uma das sedes da competição esportiva, a cidade, porém, vai precisar ser praticamente toda reconstruída se quiser fazer algum papel no evento. Hoje, para se ter uma idéia, a chamada “Meca do Turismo” de Mato Grosso sofre com problemas de falta d’água. Em setembro do ano passado, para se ter uma vaga idéia da dimensão do problema, a população chapadense precisou fazer racionamento de água.
Por conta do período seco, as três nascentes que abastecem a cidade viraram filetes de água. A população mais distante da região central recebe água via caminhões-pipa. A falta de água, caso persista o problema, deve ampliar ainda mais com o crescimento da demanda. A implantação do novo sistema de captação de água encabeça a lista das principais reivindicações que o Comitê Pró-Copa de Chapada dos Guimarães vem distribuindo às autoridades públicas e envolvidas com a organização do evento. “Chapada tem agora a possibilidade de concretizar ações que venham resultar de imediato uma transformação na infraestrutura e conseqüentemente refletira na sua economia e no turismo” – diz o presidente do Comitê, o ruralista Jurandir Spinelli.
Além de resolver o problema da água, o “pacote” de reivindicações inclui ainda uma outra questão fundamental para começar qualquer debate sobre captação de turistas no exterior: a implantação de um aterro sanitário. A obra está prometida há tempos. No ano passado, a Prefeitura chegou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Estadual prometendo regularizar a questão em 60 dias. Não o fez e o “lixão” vai sobrevivendo. No final do ano, duas emendas ao Orçamento garantiram R$ 2,3 milhões para o empreendimento. Outro tema reivindicado para Chapada se constituir em peça iumportante na construção da Copa do Mundo de 2014 é a conclusão da duplicação da rodovia MT-251. A obra até a entrada para Hidrelétrica de Manso vai seguindo em ritmo considerado normal. Mato Grosso precisa se mexer para conseguir atrair o maior número de turistas e consequentemente garantir mais investimentos para o Estado.