Realizado esta semana, o evento de engenheiros e arquitetos revelou a fragilidade do aeroporto Marechal Rondon de Várzea Grande-Cuiabá. O problema principal é a carência de novas vagas na rede hoteleira e as deficiências para desenvolver uma logística para receber mais de duas mil pessoas.
"Recebemos cerca de 3 mil profissionais e estamos enfrentando sérias dificuldades de acomodação, sem contar as confusões registradas no aeroporto Marechal Rondon, que é uma vergonha", disse um dos organizadores do evento do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura).
Os hotéis de Cuiabá e Várzea Grande estão lotados e algumas pessoas tiveram que se acomodar em motéis e outras foram para Chapada dos Guimarães".
É evidente que Cuiabá precisa acelerar as obras do aeroporto e o setor hoteleiro necessita de investimentos para ampliar a oferta de vagas.
Tarcísio Bassan, presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) está preocupado com a situação e afirmou que Cuiabá tem uma debilidade muito grande quanto à falta de hotéis e vê com preocupação a estrutura para receber os turistas na Copa de 2014.
“Esse público que Cuiabá recebe hoje deverá ser menor do o que virá para a Copa de 2014. É preciso tirar uma lição. Se não temos hotéis para atender três mil imagina para a Copa”, afirmou Bassan.
Estão inscritos para participar da 67ª Semana Oficial de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Soeaa), cerca de três mil profissionais.
A organização do evento, com o objetivo de suprir a carência de vagas em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada, tem procurado até estâncias rurais.
A primeira preocupação quanto à preparação para Copa 2014 é a falta de planejamento e de vontade para realização das obras do aeroporto Marechal Rondon.
As obras de reforma e ampliação do aeroporto Marechal Rondon estão sob a responsabilidade da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), que até hoje não lançou o edital do processo licitatório.