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30/08/2011 - 14h14
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Cultivo do arroz será debatido em Mato Grosso

O V Seminário da Cultura do Arroz em Terras Altas vai avaliar o cultivo do grão no Estado

Foto: pautapronta.com.br
Na safra 2010/2011, Mato Grosso produziu 648 toneladas de arroz de terras altas

       Será realizado no dia 1º de setembro o V Seminário da Cultura do Arroz em Terras Altas e no dia 2, a IV reunião da comissão técnica do arroz do Estado de Mato Grosso e Rondônia. A coordenadora do Projeto de Arroz e pesquisadora da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Maria Luiza Perez Villar, fala que o objetivo do evento é mostrar a evolução da orizicultura no Estado, produção da matéria-prima e o desafio de manter o padrão de qualidade alcançado. Participam do seminário, produtores de arroz, empresários da indústria, assistentes técnicos, representantes de instituições públicas e de organizações ligadas à produção do arroz.

       O evento será no auditório da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), das 9h às 17h30. Na safra 2010/2011, Mato Grosso produziu 648 toneladas de arroz de terras altas, numa área de 204 mil hectares, com uma produtividade de 3,182 quilos/hectare. Maria Luiza comenta que o projeto de desenvolvimento de tecnologia para a cadeia produtiva do arroz iniciado em 2010, já apresenta bons resultados com a difusão de novas cultivares de arroz. Nessa safra houve redução da área plantada, mas a produtividade aumentou com melhoria na qualidade dos grãos e redução no custo de produção.

       “Para alcançar sucesso nessa empreitada é necessário que haja tecnologias, inovações e sistemas de produção adequados, diálogo, capacitação, treinamento de técnicos que atuam na cadeia produtiva”, esclarece a pesquisadora. O projeto de pesquisa está trabalhando na qualidade do arroz produzido e que atentam às normas do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a produção de grãos tipo 1, considerado o melhor arroz para mesa.

       Novas variedades mais produtivas são desenvolvidas no campo experimental da Empaer, no município de Sinop, com material genético resistente à praga, doença e baixa fertilidade do solo. Villar explica que a intenção é diminuir a ociosidade das instalações das indústrias arrozeiras e aprimorar os sistemas de produção com uso de inovações e capacitação dos produtores.

Autor/Fonte: SóNotícias | Edição: Berohokã
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