O desmatamento na Amazônia no mês de junho subiu 16,79%% em relação ao mês de maio. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais foram 313 km² foram desmatados em junho, em comparação aos 268 km² do mês de maio. O Pará foi o estado que mais desmatou com 119,63 km² de seguido pelo Mato Grosso (81,54 km²) e Rondônia (64,15 km²). Os dados foram divulgados no dia 2 de agosto, pelo sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O desmatamento voltou a crescer após queda no mês de maio em relação a maio e abril, quando 593 km2 de área foram desmatados. Na época a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira considerou o crescimento do desmatamento concentrado em Mato Grosso “absolutamente inusitado” e decidiu instalar um gabinete de crise para apurar esse aumento. Duas semanas depois, o ritmo dos motosserras diminuiu de 175 km2 para 17 km2. Em comparação ao mês de julho do ano passado, a crescimento foi maior, o desmatamento subiu 28%. Em junho de 2010 foram perdidos 243.7 km2 de floresta O Deter é um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento de áreas maiores do que 25 hectares.
O Inpe desaconselha a comparação entre dados de os mesmos meses dos anos anteriores, por causa da diferença na cobertura de nuvens entre os períodos e, também, da resolução dos satélites. O desmatamento na Amazônia neste ano deverá superar a taxa anual medida no ano passado. O primeiro sinal claro aparece nos alertas de desmatamento e degradação da floresta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O sistema Deter acumulou em 11 meses do período de coleta da taxa anual uma área maior do que a captada entre agosto de 2009 e julho de 2010. Até junho, o Deter registrou 2.429,5 quilômetros quadrados de florestas abatidas.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 35% no ritmo das motosserras. Os dados de julho, que completarão os 12 meses da taxa oficial, só serão divulgados no final do mês. Mas os dados até aqui já superaram os 2.294 quilômetros quadrados de desmatamento medido até julho de 2010, o menor da série histórica do Inpe. O anúncio da taxa oficial está previsto para o final do ano. Mauro Pires, diretor de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, prefere não especular sobre a nova taxa. "Vai ficar muito próxima da taxa de 2009 e de 2010", disse.
Em 2009, o sistema Prodes indicou o abate de 7.464 quilômetros quadrados de desmatamento. No ano seguinte, o Prodes mediu o corte de 6.451 quilômetros quadrados de floresta. Qualquer número acima do recorde registrado no ano passado significará a interrupção de uma queda do desmatamento que vem sendo registrada desde 2008. E pode comprometer os compromissos de redução das emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. O desmatamento ainda é a maior fonte de emissão de carbono no país.