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15/07/2011 - 14h32
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Centro-Oeste se une para fortalecer o agronegócio

A união de forças do setor produtivo foi o assunto mais discutido durante o lançamento da Bienal dos Negócios da Agricultura

Foto: milansalviato.wordpress.com
Os Estados da região mais o Distrito Federal pretendem tornar o setor ainda mais forte

          A iminente necessidade de unir forças do setor produtivo do Centro-oeste para fortalecer o agronegócio na região e aumentar o poder de barganha dos produtores foi a principal tônica dos discursos durante o lançamento da Bienal dos Negócios da Agricultura, evento que pela primeira vez sai de Mato Grosso para ser realizado em outro Estado, desta vez em Goiás. O objetivo é refletir sobre a realidade do setor de produção de alimentos, biocombustíveis e commodities agrícolas, e discutir o futuro do agronegócio brasileiro e do Centro-oeste, apontando novas estratégias para o desenvolvimento da agrícola sem desmatar.

         O evento será realizado nos dias 11 e 12 de agosto, no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Goiás. Representantes de federações da Agricultura de Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, de Goiás e do Distrito Federal – entidades promotoras do evento – unificaram seus discursos em torno da formação de um bloco do Centro-oeste. Mato Grosso é atualmente responsável por quase 30% da produção nacional. Sozinho, produz a maior safra de soja, algodão e milho safrinha do país e detém, ainda, o maior rebanho bovino do Brasil.

          “As regiões Sul e Sudeste já contam com movimentos para defender seus interesses econômicos. Agora chegou a vez do Centro-oeste unir forças para buscar saídas que tornem o nosso agronegócio mais forte e competitivo. Temos deficiências e problemas para serem resolvidos e só mediante esta mobilização vamos conseguir superá-los”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Ottoni do Prado.

          O presidente da Federação da Agricultura do Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, disse que a Bienal vai proporcionar um “momento de reflexão” sobre o agronegócio brasileiro. “Precisamos pensar nossa atividade a longo prazo e analisar os desafios que teremos no futuro”, afirmou. Riedel destacou também que é preciso “dar uma resposta ao nosso produtor”, gerando ações práticas e conhecimentos para que ele possa tomar decisões com mais segurança sobre o seu negócio. “Precisam interagir, unir forças e lutar para que os resultados se concretizem”, disse.

Autor/Fonte: SóNotícias | Edição: Berohokã
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