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16/06/2011 - 15h46
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Licença da Usina Couto Magalhães pode sair

O coordenador Geral de Infraestrutura de Energia Elétrica do Ibama poderá dar um parecer em 45 dias

Foto: skyscrapercity.com
A previsão de custo total é de R$ 250 milhões

       Adriano Queiroz, coordenador Geral de Infraestrutura de Energia Elétrica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), assegurou que em 45 dias, após receber os Estudos de Impacto Ambiental e analisar os documentos, poderá dar parecer sobre a licença de construção da Usina Couto Magalhães no rio Araguaia, localizado entre os municípios de Alto Araguaia (MT) e Santa Rita do Araguaia (GO).

       A reunião ocorreu na tarde do dia 15 de junho, promovida pelos deputados Homero Pereira e Wellington Fagundes, ambos do PR; Neri Geller (PP); Julio Campos (DEM); Valtenir Pereira (PPS) e Ságuas Moraes (PT). Acompanhados de vereadores e prefeitos das duas cidades. O empreendimento energético é um antigo sonho da região Araguaia. E a discussão se arrasta há mais de 30 anos. “Esse projeto é a esperança de uma região carente de desenvolvimento”, destacou Homero Pereira.

       O coordenador Adriano afirmou que a viabilidade da hidroelétrica já é constatada e aguarda apenas a adequação do projeto para evitar que a biodiversidade do local seja afetada. História - A Couto Magalhães irá alagar apenas 48 quilômetros quadrados, para uma produção energética de 150 MW, o equivalente a cerca de 25% da demanda mato-grossense. Permitirá o desenvolvimento de projetos de irrigação em Mato Grosso e Goiás e terá importante função no controle das cheias no rio Araguaia.

       A previsão de custo total é de R$ 250 milhões. Em 2007, quando a presidente Dilma Rousseff, era então ministra chefe da Casa Civil, afirmará em audiência pública na Câmara dos Deputados, que a EPE- Empresa de Pesquisa Energética – estava concluindo o estudo de avaliação ambiental integrada do rio Araguaia.

       De acordo com ela, assim que esses estudos fossem concluídos seria definida a sua construção. Dilma argumentou que o governo federal não aceitou a definição do rio Araguaia como sendo um rio que não podia ter nenhuma usina. "Pelo contrário, nós estamos fazendo o projeto de avaliação integrado, que terá que ser concluído para ser divulgado".

Autor/Fonte: O Documento | Edição: Berohokã
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