A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), por meio da Coordenadoria de Fiscalização de Pesca (CFP), realizou operação de fiscalização simultânea nos municípios de Tangará da Serra, Rondonópolis e Cuiabá. O objetivo da operação foi coibir a pesca e a caça depredatórias após denuncias recebidas pela Sema. A operação de patrulhamento foi realizada entre os dias 02 e 31 de maio. Na região de Tangará da Serra, a operação foi realizada em conjunto com policiais militares da Policia Ambiental de Barra do Bugres.
Foram percorridos os principais rios da região de Tangará da Serra, município localizado a 239 quilômetros de Cuiabá, na Região Médio-Norte do Estado. A operação de patrulhamento reuniu cinco fiscais da Sema e policiais militares nos rios Santana, Sepotuba, Paraguai, Bugres e Arinos, percorrendo mais de 200 quilômetros de rios.
Como resultado da operação foram apreendidos, além dos 195 quilos de pescado irregular, 18 redes, 13 tarrafas, 11 covos (armadilhas), 10 caixotes, seis rolos de espinhel, duas fisgas, 15 molinetes e cinco armas de fogo para pesca. No total foram emitidos pelos fiscais da Sema 13 termos de apreensão. Nenhuma pessoa foi presa, os infratores fugiram. O pescado foi doado para uma entidade filantrópica do município.
No município de Rondonópolis a operação apreendeu 551 quilos de pescado, durante fiscalização realizada nos rios Itiquira, Piquiri, Garças e São Lourenço. A fiscalização resultou na aplicação de multas no valor de R$ 28.340,00. O pescado irregular apreendido foi doado à entidade filantrópica do município. Nos dia 04 e 05 de junho, durante operação na região do Manso, a coordenadoria de Fiscalização de Pesca apreendeu mais 85 quilos de pescado e duas tarrafas.
No dia 08, também deste mês, durante outra operação de rotina, foram apreendidos no rio Piquiri, no município de Rondonópolis, mais 150 quilos de pescado. Segundo o coordenador de fiscalização de pesca, Carlos Roberto Cesario, "essas operações tem o objetivo de acompanhar os cardumes de peixes, razão pela qual deverá ser constante até o início do período de defeso da piracema, de forma a coibir atividades ilícitas ou com caráter depredatório sobre os recursos pesqueiros, mantendo dessa forma, os estoques pesqueiros".