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06/06/2011 - 15h12
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Safra da soja gera ainda mais lucro em Mato Grosso

O lucro total, sem dedução de juros e impostos, aumentou quase 300% na comparação com o obtido na safra anterior

Foto: portaldoagronegocio.com.br
A cotação da saca para a safra 10/11 chegou a R$ 34,92, contra R$ 29,29/saca da safra 09/10

       O sojicultor mato-grossense conseguiu melhorar a rentabilidade na safra 2010/11 graças a valorização da soja neste ano e a redução do custo de produção. O lucro total, sem dedução de juros e impostos, aumentou quase 300% na comparação com o obtido na safra 09/10,conforme pesquisa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) por meio do Projeto Referência.

       No diagnóstico realizado com 86 produtores do Estado, o lucro médio por hectare na safra atual totalizou R$ 638,86. Na anterior, a média geral por hectare foi de R$ 161,99. No comparativo dos últimos quatro anos, foi o melhor rendimento alcançado. Na safra 07/08, o lucro médio dos sojicultores ficou estimado em R$ 380,34 por hectare, valor quase 70% menor que o da safra atual.

       Em relação a safra 08/09, quando o lucro médio se manteve em R$ 371,2 por hectare, a diferença chegou a 72,10%. "Nesta safra finalmente o produtor teve condições de custear parte da dívida rural, porque nas anteriores a rentabilidade só era suficiente para pagar os juros", comentou o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira. E o cenário continua favorável, adianta o presidente da Associação, para a safra 11/12. "Os produtores já comercializaram 80% dos insumos (adubos, sementes e defensivos) e 18% já fecharam vendas futuras", diz. A exemplo do que aconteceu na safra atual, isso garante preços melhores. Em relação a cotação da soja, os sojicultores alcançaram na atual safra o segundo melhor preço dos três últimos anos.

       A cotação da saca para a safra 10/11 chegou a R$ 34,92, contra R$ 29,29/saca da safra 09/10. Outro fator que ajudou foi a redução no custo total de produção: na safra 10/11 fechou em R$ 990,41 por hectare, abaixo do registrado na última (R$ 1054,65/ha) e na penúltima (R$ 1376,95) safras. Os gastos com insumos chegaram a R$ 730,37 por hectare na safra atual, abaixo do registrado para as safras 09/10 (R$ 765,50/ha) e 08/09 (R$ 1030,19/ha). De acordo com o vice-presidente da Associação dos Distribuidores de Insumos Agropecuários (Andav), Roberto Motta, a compra antecipada de defensivos e sementes neste ano foi 10% superior à do ano passado.

       "As principais regiões produtoras do Estado, como é o caso de Sorriso e Sapezal, já compraram 90% destes insumos", revelou. A perspectiva do segmento é que só com a comercialização de defensivos sejam movimentados R$ 1,4 bilhões no Estado, 8,4% a mais que no ano passado. Em todo país, as vendas de defensivos devem gerar receita de R$ 8 bilhões neste ano. No ano passado, foram gerados de R$ 7,3 bilhões.

       Para o produtor e presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, Júlio Cinpak, a compra antecipada dos insumos ajudou a melhorar a remuneração dos sojicultores. "Aqui já temos essa prática de comprar quando ainda estamos colhendo a safra de soja". Para a safra 11/12 ele diz que os produtores alimentam expectativas de manter a rentabilidade equivalente à da safra atual.

       "Hoje os preços estão remunerando melhor, na média de US$ 19 por saca, apesar do dólar estar muito baixo". Em Sapezal, o produtor José Guerino Fernandes revela que mais de 30% dos sojicultores fecharam vendas futuras. "A previsão é obter até US$ 24/saca"

Autor/Fonte: SóNotícias | Edição: Berohokã
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