A Operação que apreendeu cerca de 5,5 mil metros cúbicos de madeira ilegal nos municípios de Piriá, Viseu e Cachoeira do Piriá, nordeste do estado do Pará, já contabilizou pouco mais de R$ 7 milhões em multas. A operação chamada de Caapora doou parte da madeira para rede da igreja católica que trabalha no atendimento social e outra parte será doada para os municípios de Nova Esperança do Piriá e Garrafão do Norte.
A ação continua no Estado e conta com a participação da Força Nacional de Segurança, Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e Fundação Nacional do Índio-Funai, que encontrou dez serrarias em Viseu e Cachoeira do Piriá que tinham madeira sem origem legal em depósito, das quais quatro foram desmontadas por serem totalmente ilegais, sem qualquer documentação. Outras quatro também serão desmontadas nesta semana, e a madeira ainda está sendo medida.
Dados da operação apontam que as pessoas envolvidas nessa atividade ilegal fomentavam o trabalho análogo à escravidão, não pagavam qualquer tipo de imposto, e além de extraírem, ilegalmente, madeira da terra indígena, deixaram à população do município apenas prejuízos econômicos, sociais e ambientais.
Balanço - A Caapora fechou, até agora, 22 serrarias ilegais, apreendeu 5 armas de fogo, 1 Picape, 3 caminhões, 4 tratores, 5 motocicletas, 11 motosserras, 22 serras fitas, vários notebooks, CPU´s, aparelhos de radiocomunicação e vários equipamentos de maquinário industrial. Além das apreensões, a Operação Caapora doou mais de 800 cestas básicas para parte da população do município atingida diretamente pelo fechamento de serrarias ilegais.