Em Nova Esperança do Piriá, no Pará, praticamente já não havia mais madeireiros, quando os 30 carros da operação do Ibama chegaram na cidade. As serrarias estavam vazias, e os tratores – as máquinas mais valiosas dos cortadores de árvores – haviam sumido no meio do mato. A cidade, de cerca de 22 mil habitantes, tem a economia baseada na madeira.
Segundo o Ibama, a maior parte das árvores é retirada de uma reserva indígena vizinha. Cerca de cem homens participaram da operação, a maior realizada pelo Ibama em 2009. Eles ficaraõ até o final de abril, quando todas as ilegalidades ambientais da cidade foram resolvidas.
Como o Ibama tem sofrido ameaças em fiscalizações no Pará, desta vez os fiscais do órgão ambiental estão acompanhados de agentes da Força Nacional de Segurança, Polícia Militar, Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Funai e Polícia Rodoviária Federal.
“Tem que haver presença do Estado para acabar com essa atividade, porque os recursos naturais aqui já estão se exaurindo”, afirma o superintendente do Ibama no Pará, Anibal Picanço.
13 serrarias de Nova Esperança foram fechadas logo nos primeiros dias de operação. Em uma delas, os fiscais encontraram armas, e uma pessoa foi presa. Um sobrevoo sobre a Terra Indígena Alto Rio Guamá identificou plantações de maconha e retirada ilegal de madeira. Além disso, vários fornos de carvão também foram destruídos.